Sexta-feira, 17 de Março de 2006

Visita de Estudo

Apesar do tempo escassear, não consegui resistir à tentação de vir registar um momento importante. Falo de uma visita de estudo, que realizei ontem com os meus pequenotes, e o destino foi a Instituição de São Manuel, no Porto. Uma instituição que acolhe e cuida (na perfeição) crianças com variadíssimos tipos de deficiências. Lá, eles aprendem a preparar-se para a vida em diversos aspectos, como a ler e a escrever (presenciamos mesmo meninos invisuais a fazê-lo), a cuidar da sua higiene, a ter um ofício, a relacionar-se com as pessoas... aspectos que, infelizmente, nunca conseguiriam atingir na totalidade nas nossas escolas.

Porquê vir aqui relatar esta experiência? Porque acho que seria uma óptima experiência para qualquer um de vós. Aconselho-vos, meus colegas e amigos, a também visitarem aquela instituição quando puderem e assim que puderem. Só assim conseguirão perceber a nossa pequenez, perto da grandeza daqueles meninos e meninas, que a cada dia que começa têm uma infindável quantidade de obstáculos, que não lhes são impostos ou pedidos, mas que já nasceram com eles. E eles ultrapassam-nos, muitos com um sorriso no rosto.

Pensem no assunto! Beijinhos a todos!

sinto-me:
publicado por Pakiko às 10:02
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3 comentários:
De Português 8E a 21 de Março de 2006 às 22:58
Como sabes, eu tenho dedicado algum tempo ao estudo da Escola Inclusiva e acho louvável a existência de instituições como a que visitaste, mas o futuro não passa por aí (esperemos)...
Uma escola com E grande deve proporcionar uma Educação Especial para todos os seus alunos, onde os professores colaborem no sentido de encontrar soluções para as dificuldades e obstáculos, onde não haja segregação, diferenças, onde as condições de ensino-aprendizagem são iguais para todos, independentemente das suas características individuais. Parece utópico, mas é possível: estudos de caso em vários países do mundo, inclusivamente o nosso, comprovam a pertinência desta ideologia (www.european-agency.org).
A UNESCO tem-se empenhado na resolução deste problema, nomeadamente através de formação de professores (Ainscow, Mel (1996), Necessidades Especiais na Sala de Aula, Um guia para a formação de professores, IIE Lisboa, Edições UNESCO Paris). No entanto, as barreiras são muitas e muito poderosas e residem, sobretudo, num campo de difícil e morosa transformação: as mentalidades.
É trabalhoso mas está ao nosso alcance. Pensa nisto: "O problema é que a maior parte das escolas sabem mais do que aquilo que efectivamente põem em prática. Assim, a tarefa de fazer avançar as práticas transforma-se na de encontrar formas de fazer um melhor uso do conhecimento e competências existentes, incluindo a frequentemente adormecida competência de trabalhar em conjunto para inventar novas possibilidades de superação das barreiras à participação e à aprendizagem." (Mel Ainscow, 1998).
Apenas os casos extremos devem contar com um apoio especial e, ainda assim, este deve ser proporcionado dentro da escola regular.O objectivo da Escola Inclusiva é, precisamente, encontrar formas de educar com sucesso todas as crianças; este é o seu grande desafio: ser capaz de desenvolver uma pedagogia centrada na criança, susceptível de educar todos em simultâneo. Aqui está presente a noção de qualidade de ensino, que persegue o sucesso educativo e não apenas o escolar. Ou seja: a educação de alunos com necessidades especiais pressupõe princípios de uma pedagogia saudável, onde as diferenças humanas são normais e a aprendizagem deve ser adaptada a cada criança, que é benéfica para todos os alunos em geral.
De Nena a 26 de Março de 2006 às 10:44
Olá Supersónia!
O teu relato fez-me recordar uma experiência que tive no ano passado, embora um pouco diferente da tua. Como estive em Coimbra, também fui com os meus alunos à Instituição S. Francisco de Assis, que alberga crianças que, por decisão do tribunal, estão privadas de conviver com os pais. Lá também dei conta da minha pequenez e do meu egoísmo! a carência do mimo, do afecto, de um gesto de amor transforma aquelas crianças em pequenos adultos cheios de medos e de desconfianças. à excepção dos mais pequeninos, que ficaram loucos com os presentes e com a comida que lhes levámos, as jovens permaneceram intocáveis e distantes... è assim que deve estar o seu coração...
Ah, já me estava a esquecer. Já tenho um novo blog para esta disciplina: supernena.blogs.sapo.pt
até amanhã
De Prof. Maria João Gomes a 26 de Março de 2006 às 21:53
Um tema que poderemos tratar numa das aulas é o papel das TIC no apoio ao cidadão com deficiência. Para já sugiro que consultem o sítio do CERTIC - Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação com o endereço web:
http://www.acessibilidade.net/

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